A viagem mais bonita da tua vida começou: a maternidade. Não há nada mais incrível do que sentirmos o nosso corpo a mudar e a gerar vida. Saber que, dentro de algum tempo, teremos nos nossos braços uma extensão de nós, da nossa família. Ainda assim, e principalmente para mães de primeira viagem, a gravidez consegue ser uma fase bastante assustadora, não é verdade?
Toda a gente tem alguma coisa a dizer e por vezes a informação é tanta que já não sabemos no que devemos, ou não, acreditar.
O meu conselho é sempre o de seguires o teu coração e de só dares ouvidos às coisas, e pessoas, que realmente sentes que farão a diferença nesta tua viagem!
Para que estejas o mais informada possível, hoje venho esclarecer uma dúvida que me colocam várias vezes: posso utilizar óleos essenciais se estiver grávida?
Sempre que esta pergunta surge na minha caixa de mensagens, a minha resposta é: pelo menos até ao 3º mês de gestação, não aconselho. A verdade é que no primeiro trimestre de gravidez o corpo da mulher está a passar pelas primeiras alterações provocadas pela gestação de um bebé. Assim, a utilização deste tipo de soluções pode ser perigosa tanto para a mãe, como para o feto. É preciso ter muito cuidado com tudo aquilo que se coloca no corpo, ou que entra em contacto com o mesmo, uma vez que estes primeiros três meses são os mais instáveis. Todos os cuidados são poucos.
Mas como em tudo na vida, existem algumas exceções. Durante a gravidez, a ansiedade costuma ser uma constante. Nesses casos, uma gota de lavanda numa difusão passiva – numa pedra lava, por exemplo – pode ajudar a mãe a sentir-se mais calma e relaxada. Ou, no caso de náuseas e enjoos, pequenas inalações de 2 a 3 segundos diretamente do frasco de óleo essencial de limão podem ajudar a aliviar a má disposição.
Contudo, qualquer difusão, inalação ou utilização de óleos deve ser sempre feita sob a vigilância de um aromaterapeuta!
Passados os três meses, já não preciso de tantos cuidados?
A precaução tem de ser uma constante ao longo de toda a gravidez, mamã! Porém, passados os três primeiros meses, podemos aos poucos retomar a utilização dos óleos essenciais, sempre com uma alteração: uma diluição de bebé. A mãe e o bebé estão ligados como um só e tudo aquilo que aplicares no teu corpo entra em contacto com o teu bebé.
Como digo muitas vezes, a aromaterapia não são apenas os óleos essenciais. Durante a gravidez, outra preocupação frequente é a hidratação. Neste campo, o óleo vegetal de calêndula e o óleo de rosa mosqueta são duas soluções que recomendo sempre. Para além destes, o hidrolato de camomila e o de lavanda são excelentes como tónico de rosto e com propriedades calmantes.
O meu bebé já nasceu: já posso retomar a utilização normal dos óleos?
Depois do nascimento, muitas mamãs perguntam se podem voltar a usar óleos essenciais nos bebés. Antes disso, é importante refletir: será mesmo necessário?
Por exemplo, o sono dos recém-nascidos não deve ser comparado ao dos adultos. Nestes casos, a utilização de óleos não é necessária.
Já nas cólicas, sim, existem situações onde as soluções naturais podem ajudar. Nestes casos, podes usar lavanda ou camomila romana, sempre com diluição de bebé.
O drama dos dentinhos e da pele atópica
Quando o bebé cresce, surgem outras situações como o nascimento dos dentes ou pele atópica. Nestes casos, podemos usar sinergias específicas ou hidrolatos na água do banho ou em compressas.
Os hidrolatos são seguros por terem uma concentração muito baixa, mas os óleos essenciais nunca devem ser usados puros em bebés.
Mesmo quando a utilização é possível, é fundamental nunca tomar decisões sem orientação de um aromaterapeuta. Principalmente quando falamos de grávidas, recém-mamãs e bebés, todo o cuidado é pouco.
E nunca te esqueças: quando não souberes o que fazer, eu estou aqui para ajudar!